Pioneiros do sertão
"Se algum dia houver crise no cacau, a gente tem a pecuária, a gente tem o que comer e beber".
Procurou terras no sertão, a três dias de viagem de cavalo de Itabuna (nos atuais municípios de Itororó e Itapetinga), "onde havia matas virgens, com onças, índios", mediu as terras com um funcionário, foi a Salvador, titulou-as e tornou-se proprietário.
Daí por diante, "derrubou a mata, transformou as terras em campo, comprou gado em Itabuna, levou o gado para as terras e implantou a pecuária na região".
A chegada dos bubalinos
Com o tempo, João Borges introduziu também a criação de búfalos, levando inicialmente para a fazenda três cabeças que comprou em Ilhéus. As três cabeças originais, depois de uma viagem de muitos dias chegaram na fazenda, aclimataram-se bem e se reproduziram.
O exemplo foi seguido por outros fazendeiros de cacau, muitos deles também sergipanos, que haviam chegado a Itabuna na mesma época e formavam um grupo muito coeso, "quase uma colônia".
A fundação de Itororó
Em volta das fazendas de gado foi surgindo um povoado, hoje a cidade de Itororó ("era Itapuí, mas já havia outra cidade com este nome, sendo assim, o nome foi mudado para Itororó"), hoje com mais de 10.000 habitantes.
A praça principal de Itororó se chama "Coronel João Borges da Rocha Neto" ("naquela época o povo chamava os fazendeiros de 'Coronel', hoje é 'doutor'"). Parte da produção da fazenda é vendida na cidade. A fibra das mulheres >>

Sede da fazenda Surubim, situada nas proximidade de Itabuna